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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

És um pão integral. #1

É chegada a hora de inaugurar aqui no Blog a minha primeira rubrica. Que é o quê, exatamente? Bom, basicamente, invento uma coisa qualquer e mando mensagens a... gente. Para a estreia desta rubrica, enviei uma mensagem a 38 pessoas, todas do sexo masculino - no entanto, apenas 15 responderam. Interpelei-os a todos com a seguinte mensagem: Oi [nome da pessoa]. Já te disse que és um pão? - e, posteriormente, acrescentei que o referido pão era daqueles bons, integrais, que fazem bem à saúde. Recomendado pelos especialistas! - ao que eles responderam:

António Raminhos:
De Mafra? Ou saloio? :D







Hélio Arcanjo:
Hmmm deixa cá ver... Acho que não disseste. :)
A menina é bem atrevida. :)






Paulo Fragoso:
Obrigada pela simpatia... ;)







César Mourão:
Ahahaha exacto... obrigado. Beijinhos.







Bruno Ferreira:
Ahaha! Obrigado. :)
Ena pá! Isso é uma refeição inteira de elogios! Ahaha.







João Chaves:
Ainda não disseste.






SakE:
Lol true. Sou uma baguete.









Nuno Markl:
Ah ah ah! Fico contente, eu tenho-me em conta de carcaça ou papo-seco. Beijos e obrigado!






Pedro Fernandes:
Lol beijinhos.









Carlos Moura:
?
A gente conhece-se?









João Manzarra:
Então nesse caso reajo com alegria!
Beijinho. :)






Luís Filipe Borges
Ahahahahah, mais pão de Mafra, parece-me. Beijinhos. ;)
Rui Pêgo
Hahahahahhahaha. Ok.







Pedro Granger
Ahahahhaahha.










 

E é isto. Só porque tenho imenso tempo livre e gosto de aborrecer as pessoas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A complexidade das revistas cor-de-rosa

É de conhecimento geral que, para qualquer mulher que se preze, é essencial ter uma panca por revistas cor-de-rosa. Pois bem, não é esse o meu caso e, segundo consta, apresento todas as caraterísticas típicas de uma Homo Sapiens do sexo feminino (só não sou uma mulher que se preze, é certo). Mas vamos lá ver uma coisa: porquê ‘revistas cor-de-rosa’? Porque não revistas azuis, verdes, violetas ou até mesmo com as cores da bandeira gay?

Toda a ciência por detrás das ditas revistas me intriga. Ainda hoje me dei ao trabalho de folhear uma e deparei-me – espante-se o caro leitor – com duas páginas a relatar o facto de o Ricky van Wolfswinkel (ponta de lança do Sporting) ter pisado dejetos de cão aquando da sua saída de um restaurante. Em que mundo é que há alguma alminha que demonstre qualquer tipo de interesse por este acontecimento? Se me informassem a mim que tinha pisado caca de cão, isso sim seria de alguma utilidade. Quero lá saber se esse indivíduo pisou dejetos de cão ou não. Querem que lhe diga o quê? Olha, Ricky van Wolfswinkel, para a próxima tem mais cuidado e olha por onde andas, que isto em Portugal é assim; encontras uma ‘surpresa’ dessas em cada esquina.

Outra notícia que me fascinou foi a que dizia que ‘as britânicas querem um nariz igual ao de Kate Middleton’. Ao longo de uma página explicava-se o porquê de o nariz da Kate ser ‘quase perfeito’, do ponto de vista de cirurgiões plásticos e psicólogos, afirmando que ‘o ângulo entre o lábio e a ponta do nariz e a quantidade mínima de narina em exposição são quase perfeitos’. Isto é algo que, de facto, me aflige. Não porque tenho um nariz que quase assume a forma de uma batata, ou porque tenciono fazer uma rinoplastia tendo em vista o nariz da Kate, mas sim porque, entre os dejetos no sapato do Wolfswinkel e o nariz perfeito da Kate, não sei ao certo qual deles é o pior.

Depois há, ainda, aquela parte que consta em toda e mais alguma revista cor-de-rosa: como seduzir um homem, à custa de dicas como ‘sê assim, assado e cozido’. As dicas são sempre as mesmas; no entanto há malta que compra a revista todas as semanas, na esperança de que comecem a chover homens perfeitos e apaixonados do céu, suponho. Gosto particularmente daquela que diz: ‘mexa no cabelo suavemente se gostar dele’ ou a do ‘faça-lhe olhinhos, que ele não resiste’. Tenham juízo. Se não perdessem tanto tempo a ler dicas sobre como seduzir homens, acredito solenemente que, por esta altura, tivessem algo mais do que um monte de revistas da Caras empilhadas na vossa mesa-de-cabeceira. Aproveitem a dica, que esta foi de borla.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A experiência traumática de andar num elevador

Não sei se é de mim, ou se o mundo está mesmo repleto de experiências traumáticas. Por exemplo... que porcaria é essa dos elevadores? Confesso, nunca sei como agir perante um elevador. E não, não é por ter claustrofobia ou uma daquelas doenças com nome esquisito que os psicólogos inventaram para ganhar dinheiro à custa de pessoas que acreditam na Fada dos Dentes. É psicológico, malta. É tudo psicológico. (Mas não me ponham aranhas, ratos ou baratas à frente, que eu grito!)

Os elevadores são uma cena... que a mim não me assiste. Ui, há tanto para falar, no que toca a elevadores. Ó pá, vão mesmo dizer-me que não é - no mínimo - constrangedor ir num elevador (com pouco mais de 1,50 metros quadrados) ao lado de perfeitos (ou não tão perfeitos quanto isso) desconhecidos? Tenham juízo! O que é que se faz num elevador? Qual é o procedimento social a seguir? O que dizer? O que não dizer? Apresento-vos a complexidade de uma viagem no elevador, caros leitores.

É de conhecimento geral que eu sou uma pessoa que ri por tudo e por nada. É um facto, não há como negá-lo. E o pior é que o estúpido do meu cérebro (seu cabrão!) acha divertido pôr-me a rir nas situações mais constrangedoras e em que, basicamente, não é suposto rir. Entendes, cérebro? Não é suposto, ó parvo! Haverá algo mais constrangedor do que ir num elevador, ao lado de pessoas que não se conhecem umas às outras - tudo em silêncio -, e, do nada, começar a rir-me sozinha? Pois. É por estas e por outras que há gente por aí a chamar-me de parva.

Outra coisa: porque é que, quando entramos num elevador, todos sentimos uma súbita necessidade de mandar mensagens, abrir e fechar aleatoriamente as mais variadas aplicações no telemóvel, marcar despertadores e, por fim, olhar para a agenda? Pois claro: porque ninguém sabe o que é que é suposto fazer num elevador. Depois há aquelas pessoas com ar esquisito que insistem em olhar-nos da cabeça aos pés, com aquele ar de Lili Caneças a comentar a vestimenta da malta famosa que vai aos eventos sociais das revistas e dos canais de televisão ou daquelas marcas importantes.

- Ui... esta é cá uma galdéria!
- Ai, credo. Esta deve ser uma sem abrigo, pobrezinha... está tão mal vestida!
- Olha-me esta, com aquela malinha a pensar que é alguém. Com imitações da Louis Vuitton não vais lá, filha.
- Esta parece que é filha do outro, que é sobrinho do marido da afilhada daquele médico muito conhecido... está tão mal conservada, meus Deus...
- 'Ca nojo. Onde é que encontraste esses sapatos? No caixote do lixo, ó sua porca?

Sim, é isto que a malta pensa de nós. Isto e coisas piores. Só não vos digo quais, para não ferir susceptibilidades, causar traumas, e quebrar corações. (Preocupo-me tanto com os meus leitores.) Mas pior que tudo isto, só mesmo aqueles elevadores que têm música ambiente. Só por causa das coisas. Aposto que o cromo que inventou aquilo, fê-lo de propósito para nos dificultar ainda mais a vida. "Ah, vamos lá pôr música parva, mexicana, instrumental, e que não presta, nos elevadores, para deixar a malta ainda mais constrangida." O quê? Pôr música para gente normal? Não queremos cá disso! E há pessoal que não tem qualquer sentido de oportunidade. Que anormal é que tem a lata de entrar num elevador e pôr-se a assobiar ou a cantarolar a musiquinha que está a dar? Ó pá, parem lá com isso, por favor. Mas, agora a sério, pessoas que têm a mania de estabelecer conversações sobre o tempo, o Governo, o estado do país e sobre o quanto estão atrasados sabe-se lá para onde: ninguém quer saber. Convençam-se disso.

Como se já não bastasse, ainda há pessoas que entram no elevador e se entretêm a observar-se ao espelho, procurar coisas-que-jamais-são-encontradas-nos-subúrbios-da-mala até ao fim da viagem, pentear-se, ajeitar a camisa e endireitar a gravata... Quanto a mim, eu opto por olhar para o teto, controlar-me (inutilmente) para não rir à frente das pessoas, verificar se os atacadores dos meus sapatos estão em ordem, balançar nos meus próprios pés para a frente e para trás, bloquear e desbloquear o telemóvel vezes e vezes sem conta e... pronto. Resta-me rezar para que o elevador chegue depressa ao meu andar, para eu poder sair o mais rapidamente possível dali. É por estas e por outras que opto sempre pelas escadas, apesar de contribuir para uma respiração ofegante absolutamente desnecessária.

E quando nos enganamos no andar? Ui, que humilhação. Saímos do elevador, constatamos que aquelas paredes que nos rodeiam nos são desconhecidas, e voltamos rapidamente atrás afirmando que "afinal não era neste", acabando - nós - por sermos alvos de chacota durante o resto da viagem até ao andar pretendido. O incrível é que há sempre aquela pessoa que insiste em olhar fixamente para nós durante toda a viagem. Sempre com a mesma expressão séria. Nem mesmo quando olhamos para a pessoa, e constatamos que nos está a mirar fixamente, ela pára. Ora cá está um exemplo de uma viagem de elevador absolutamente arruinada.

Por favor digam-me que eu não sou a única anormal a ter traumas com elevadores e - particularmente - com pessoas que partilham o elevador comigo. Não sou, pois não? Pois não...?

sábado, 19 de janeiro de 2013

O tomate é uma fonte natural de licopeno

Podiam inventar mil e uma desculpas para incentivar-me a comer tomate, mas não: vão logo buscar o licopeno ao barulho. "Ah, e tal, o tomate é uma fonte natural de licopeno e faz-te bem." Mas o que caraças é o licopeno? Sim, porque uma criança de sete anos (foi a idade em que me lembro de esta saga ter começado) sabe perfeitamente que licopeno é bom e faz bem à saúde de um indivíduo. Definitivamente, não descendi dos meus progenitores atuais. Eles não são possuidores dos mesmos índices de criatividade que eu (chamar-lhe-ia antes de capacidade de desenrasque, mas enfim). Tantos bons argumentos que podiam usar... vão sempre buscar o licopeno. Licopeno... mas afinal que porcaria é essa? Segundo as aulas da minha professora de Português, podemos decompor as palavras em partes, de modo a encontrarmos o seu significado. Ora bem: licopeno=licor+penas? Isto quer dizer que os meus pais andam a incentivar uma criança a consumir licor e... penas? Ora que belos exemplos que são os meus progenitores.

Lembro-me, em tempos, quando era criança (sim, há duas horas atrás), de perguntar ao meu pai o que era o tal licopeno que tanto bem me fazia. E o que é que ele me responde? "Filha, o licopeno é uma substância carotenóide e o tomate é a melhor fonte de licopeno que podemos encontrar." Querido pai, muito obrigada. Aposto que a Joana Camacho de sete anos ficou extremamente esclarecida após a tua explicação (isto tendo em conta que nem a Joana Camacho de dezassete anos percebeu corno dessa conversa. E sim, essa Joana Camacho estuda Biologia na escola). Pronto, é isto. O tomate tem licopeno, o licopeno é uma substância carotenóide e... faz bem. Uma vénia para estes meus progenitores que sabem como incentivar uma criança ao consumo de salada. Ainda não me dei ao trabalho de averiguar qual é a faixa etária mais predominante nos leitores do meu Blog mas, caso algum dos caríssimos tenha descendentes, sinto-me na obrigação de vos aconselhar, de modo a que não se tornem nos pais-que-justificam-o-consumo-de-tomate-pela-boa-fonte-de-licopeno-que-este-é.

Crianças entre os 4 e os 12 anos:
1. Se comeres tomate, podes vir a desenvolver um bolsinho mágico como o do Doraemon.
2. Sabes quem gosta muito de tomate? O Noddy.
3. O Pai Natal disse-me que, se comeres a salada toda, este ano recebes um Ovo Kinder gigante.
4. Caso comas a saladinha toda, os papás levam-te ao Jardim Zoológico.
5. O melhor método para decorares a tabuada e aprenderes o alfabeto, é comendo tomate.

Adolescentes entre os 13 e os 18 anos:
1. Comer tomate faz o teu rabo ficar mais definido (maioritariamente para alvos do sexo feminino).
2. Se comeres muito tomate, saberás resolver qualquer problema de probabilidades e combinatória de que o teu professor de Matemática se possa lembrar.
3. Tomate previne o aparecimento de espinhas e pontos negros.
4. De cada vez que comes uma rodela de tomate, o Justin Bieber é agredido.
5. Se o consumo de tomate atingir as *inserir aqui número muito grande* toneladas, o Emanuel deixa de produzir músicas e videoclips "mete nojo".

Ora essa, não me agradeçam. É sempre um prazer poder fazer serviço público para convosco, queridos leitores. Toda a minha infância e adolescência foi atormentada pelo caraças do licopeno. Não desejo isso às gerações futuras. E... pais, se me estão a ler (Deus queira que não), parem lá com isso do licopeno... Tábom? Vá, acabou. A sério.

E sim, continuo a detestar tomate.