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domingo, 6 de janeiro de 2013

As típicas graçolas de Ano Novo

- Ui, Joana! Já não te lia desde o ano passado.
- Desde o ano passado que não saio de casa.
- Lembro-me do ano passado como se tivesse sido ontem.

Pronto, crianças. Já acabaram com as piadinhas típicas de Ano Novo? Já? Vá, agora deixem os adultos falar de assuntos sérios, sim? Agora, sim, dirijo-me a vocês - pessoas adultas que me lêem. As frases com que iniciei esta publicação foram, todas elas, frases que me foram dirigidas no primeiro dia deste ano: 2013. Serei eu a única pessoa revoltada com estas criaturas que insistem em repetir vezes e vezes sem conta (a cada 12 meses, para ser mais precisa) a mesma "piada"? Sejamos realistas: no primeiro ano tinha piada. No segundo ainda se aguentava razoavelmente bem. Mas a partir do terceiro já é abuso!

Sim, já todos percebemos que o ano acabou ontem e que, quando dizem que "ah, e tal, não fazem isto ou aquilo desde o ano passado" tem piada porque "o ano passado" foi, na realidade, o dia anterior. Ha ha ha. Tanta piada. Pronto, já rimos. Agora: podemos seguir em frente? Sim? Deixam? É que depois ainda há aí pessoal que fala de plágios e mais não sei quê. Eu só gostava de saber quem foi o primeiro banana que se lembrou de fazer esta piada. É que, se ele fosse minimamente inteligente, por esta altura já estaria rico, com tanta gente a copiar-lhe a graçola de fim de ano. É pena... é pena.

Mas ainda pior que isto é aquele pessoal que tenta imitar e imita mal. O que é verdadeiramente trágico, dada a dimensão humorística da coisa (sim, é sarcasmo). Ainda no mesmo dia - 1 de janeiro de 2013 - disseram-me algo que passo agora a citar:

- Ó Joana... aposto que já não tomas banho há um ano! Mas não te preocupes. Eu também não.

FAIL. Queridíssimos colegas: um ano equivale precisamente a 12 meses, que, consequentemente, equivalem a 365 dias. Continuam a achar que essa afirmação fez sentido? Então isso quer dizer que já não tomam banho há 365 dias (366, se estivermos num ano bissexto), não é? Grandes porcos! Bem que me estava a chegar aqui um cheiro assim um bocado estranho, mas eu não quis dizer nada, para não parecer mal.

Mas o pior é que este pessoal vive na convicção de que nos disse, ali, uma piada do caraças. E acham mesmo que fizeram sentido! Pois, é o que dá. Copiam e, ainda por cima, fazem-no mal. Acontece algo semelhante na escola. Há professores que decidem armar-se em espertos e fazem um teste com duas versões. Ora, o que é que acontece? Vai o rapazito copiar as escolhas múltiplas da miúda inteligente do lado esquerdo e as respostas são diferentes. Assim é que se apanham estes aldrabõezitos. Mas o pior é que não há duas versões para as piadolas de Ano Novo. Há é gente parva e que não pensa antes de abrir a boca, que é uma coisa completamente diferente.

Malta, ganhem juízo. Este ano vou deixar passar, mas se no ano que vem me deparar com estes engraçadinhos no meu Twitter, no meu Facebook, no YouTubena caixa de entrada do meu telemóvel, ou em qualquer outro sítio, fica prometido que vai haver sangue. Considerem-se avisados.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Desejos para 2013

2013 está aí à porta e é chegada a hora de começar a pensar nos meus 12 desejos para este novo ano. Não sei quem é que inventou esta parvoíce de comer doze passas e pedir um desejo por cada uma. Agora as passas concedem desejos, é? Ui, o que é que o gajo que inventou esta merda andava a tomar? Coisa boa não era de certeza. Aliás, tenho uma teoria (eu tenho sempre uma teoria...). Aposto que o indivíduo que inventou esta coisa foi o mesmo que inventou a luz do frigorífico. Já pensaram... Se o frigorífico tem luz, porque é que o congelador não tem também? Preconceito, é? Racismo? Descriminação? Vamos lutar pelos direitos dos congeladores! Se os frigoríficos têm direito a ter iluminação própria, os congeladores também merecem! Enfim. Isto tudo só para dizer que o tipo que pensou nisto foi o mesmo que se lembrou desta parvoíce das passas.

Mas então e vocês, queridos e afáveis leitores? Já pensaram nos vossos doze desejos? Não? Então ponderemos em conjunto. E não me venham com aquelas tretas do "ah, e tal, quero paz no mundo e criancinhas felizes". Isso são aqueles tretas que as Misses dizem, quando ganham uma daquelas fitinhas maricas, só para parecerem inteligentes e preocupadas com o futuro da humanidade. Não me venham cá com histórias. Vá, dou-vos um tempinho para pensarem. Entretanto, deixo aqui a lista dos meus, a ver se se inspiram:

1. Desejo aprender a distinguir uma courgette de um pepino;
2. Desejo que (ao menos este ano) haja um fim do mundo como deve ser;
3. Desejo que os meus pais se lembrem que "o importante é ter saúde", quando lhes mostrar os resultados dos testes;
4. Desejo que o Pedro Passos Coelho deixe de me chamar de "amiga", no Facebook;
5. Desejo que o Vítor Gaspar vá adormecer pessoas para outro lado e deixe as Finanças para quem realmente percebe disso;
6. Desejo descobrir o porquê de o frigorífico ter luz e o congelador não;
7. Desejo que o Pato Donald me explique o porquê de, depois do banho, sair com uma toalha enrolada à cintura, se ele não usa calças;
8. Desejo que deixem de me acordar a meio da noite para perguntar se estou acordada;
9. Desejo descobrir porque raios o super-homem usa as cuecas por fora das calças, se é tão inteligente como dizem;
10. Desejo que a Fada dos Dentes me devolva todo o dinheiro que me deve;
11. Desejo deixar de ser apelidada de "a estúpida lá de casa";
12. Desejo que o meu pai aprenda a baixar o raio da tampa da sanita.

Pronto: ei-los, os meus doze desejos para 2013. Agora sim, já tenho algo que fazer enquanto como passas, deito o conteúdo do meu copo de champanhe para dentro dos vasos de flores, beijo pessoas e desejo-lhes um bom ano (apesar de saber que este vai ser um ano de merda), e vejo o fogo-de-artifício. Ufa, que alívio. Se eu podia vir para aqui falar de conjunturas e austeridade e o caraças? Podia. Até porque sou uma pessoa extremamente entendida em política e economia e afins... Mas para quê vir para aqui dizer-vos que vamos ter um ano de merda se já toda a gente sabe que este vai ser um ano de merda? Tenho cara de papagaio? Ok, não respondam a esta última pergunta...

Resta-me desejar-vos um bom ano 2014 (já que 2013 não vai ser nada de jeito) e que "entrem com o pé direito" e "que seja um ano muito feliz" e... Enfim. Todas aquelas tretas que é costume dizer-se no fim do ano.

Joana Camacho e toda a sua tripulação desejam-lhe... UM BOM ANO NOVO! Sejam felizes, irmãos. Sejam felizes. Ou razoavelmente felizes, vá. Desde que eu não veja felicidade acima das possibilidades, está tudo bem. Se bem que é o Estado quem vive acima das nossas possibilidades... Mas isso agora não interessa nada, como diria a minha querida Teresa Guilherme. Ide em paz, e que o Senhor vos acompanhe. E sim, agora é aquela parte em que vocês dizem "Graças a Deus (posso ir-me embora)".

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estamos todos vivos?

Calma, calma! Não se preocupem, eu estou bem. Por incrível que pareça: sobrevivi ao fim do mundo! Aliás... Não tenho bem a certeza se terei sobrevivido ou não. Às tantas o mundo acabou mesmo, só que recomeçou logo de seguida e nós nem demos por isso. Ah, esperem! Agora que falam nisso... Eu de facto senti uma comichão esquisita às 21h do dia 21 de dezembro. Às tantas foi aí que se deu a tal transição entre o fim e o recomeço do mundo. Mas bolas, se foi este o caso, o Criador foi um nadinha forreta, não? Podias ao menos ter-nos dado um tempinho para dormirmos uma sesta longe daqui ou algo do género... A malta começa a fartar-se de ter de aturar os camelos do Governo (como o meu pai os trata) e os seres seus semelhantes. Mas não! Tinhas de acabar o mundo e recomeçá-lo logo a seguir, de modo a que nem déssemos por isso, não é? Maroto, tu!

Às tantas até nem foi este o caso. Eu também tenho outra teoria, que é igualmente credível e cientificamente aprovada por laboratórios científicos (e, provavelmente, ilegais). A minha teoria é a seguinte: o mundo acabou mesmo e nós estamos, agora, num mundo diferente, só que extremamente parecido ao nosso! Há diferenças! São é... Difíceis de encontrar. Mas há! Pronto, é isso.

O que importa é que estamos cá todos (ou não estamos?) e caminhamos a largos passos para aquele que promete ser um ano de "inversão" da recessão económica, diz o nosso querido "amigo" do Facebook, Pedro Passos Coelho. Bom... Eu, que sou uma entendida na área da Economia e das Finanças, vou traduzir-vos as palavras deste nosso amigo por palavras mais simples: 2013 vai ser um ano de merda. Pronto. Não é assim tão difícil, pois não? Qual "estabilização" qual quê?! Deixem-se de tretas. Já que vocês (pessoas que - lamentavelmente - mandam neste país) não deixam "o povo" ter uma Educação decente (porque guardam os trocos nos vossos bolsos e não há cá dinheiro para livros, cadernos e material escolar), ao menos tenham a decência de usar linguagem que as pessoas entendam.

Como podem ver, podemos, até, estar num mundo diferente, mas continuamos na mesma merda de sempre. Lamento informar mas, ao que parece, até neste mundo existe um Vítor Gaspar, um Pedro Passos Coelho, um Cavaco Silva e um não-sei-das-quantas. Ai, como sabe tão bem tratar os bois pelo nome.

Fim do mundo? Fim do mundo foi o que passou pelo meu cabelo hoje de manhã! Ah, mais uma coisa: conhecem aquele filme 2012, que falava sobre o tal fim do mundo? Bem... Agora que o fim do mundo nem aconteceu, podemos pôr este filme na secção de "comédia"? AH, espera! Já percebi tudo! Afinal não era o fim do mundo... Era o fim do ano! Agora sim, faz sentido. Mas... E que tal pararem com as publicações que dizem "ah, e tal, sobrevivi ao fim do mundo"? Olha que giro! Sobreviveste tu e mais não sei quantos biliões de pessoas! Enfim, enfim... Cheguei à conclusão que as previsões dos "Maias" são tão certeiras como as da "Maya".

Conclusão: mais um fim do mundo e o mundo continua na mesma. Esperemos que o próximo fim do mundo seja melhor.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

É Natal, é Natal...

Hoje começaram as arrumações natalícias. Esta costumava ser uma época feliz para mim, mas tornou-se deprimente no dia em que arruinaram a minha infância e me disseram que o Pai Natal não existia (spoiler alert, crianças que lêem este Blog e não deviam). Sempre quis acreditar que um velho gordo de barbas descia pela minha chaminé, durante a madrugada do dia 25, e me deixava prendinhas, porque eu tinha sido uma menina bem comportada durante o ano. Não estão bem a ver a dimensão do problema... É que isto quer dizer que andei a comportar-me bem para nada! E a escrever cartas de 5 páginas e meia todos os anos (sim, este problema já não é de agora) para ninguém ler. A partir do momento em que me ensinaram a escrever, foi a loucura. No primeiro ano, lembro-me que escrevi uma página inteira ao Pai Natal. E eu era uma miúda extremamente simpática, na altura. Fazia sempre questão de perguntar se estava tudo bem com ele, com a Mãe Natal, com as renas e com os duendes. E ainda pedia comida para os meninos com fome e roupinha para as pessoas que estão a passar frio. Era ou não era uma criança adorável e fofinha? Era pois.

Agora o Natal já não tem a mesma piada. Tenho saudades dos tempos em que escrevia testamentos endereçados a uma qualquer residência mágica no Pólo Norte e em que deixava bolachas com pepitas de chocolate e leite com chocolate quentinho para o Pai Natal, na mesa da cozinha. O irónico é que a comida desaparecia sempre! Ou seja: alguém se andou a alimentar às minhas custas durante anos a fio. E a enganar uma pobre criança. Isso não se faz.

Mas, desilusões à parte, há uma coisa que me irrita profundamente nestas arrumações de Natal: encontrar bombons fora de prazo. A minha mãe tem a mania irritante de esconder bombons para "nós" (residentes desta casa) não comermos aquilo tudo. Até parece! Mas bem, ela esconde-os e depois esquece-se que eles existem. Aí é que está o problema. Hoje encontrei três caixas de Ferrero Rocher, uma caixa de Mon Cherri, outra de Merci, mais uma de bombons Toronto, e ainda uma de Ferrero Noir. Fora as que ainda estão por descobrir!

E depois queixam-se da crise e dos meninos a morrer à fome e mais não sei quê... Eu podia ter comido aqueles bombons! E DEVIA! Bolas, mãe. Não te perdoo. Ainda assim, comi uns quantos, apesar de já não estarem bons desde Março deste ano. Se eu morrer, já sabem qual foi o potencial causador da minha morte. Ao menos morro feliz.

Outra coisa que me irrita nestas arrumações natalícias, é o facto de termos de arrumar. Essa é a parte chata. De resto, não tenho nada contra as arrumações de Natal. Bom... É isso e o pó. Estou confiante de que o meu nariz também terá uma espécie de menopausa, um dia destes, em que deixará de produzir ranho. Se o fluxo menstrual pára numa determinada idade, então porque é que o mesmo não acontece com o ranho? Ó Criador! Estás a descriminar o meu nariz, é? O que é ele tem de mal, ãn?! Vá, acaba lá com esta coisa das alergias. A brincadeirinha já perdeu a piada há muito tempo, sim? Ou vou ter que ir aí acima ter uma "conversinha" contigo?! É bom que estejamos esclarecidos. Fico à espera de uma declaração de amizade por parte das minhas alergias. Ou então uma ranhocapausa antecipada. De preferência já para a semana que vem, pode ser?

Por hoje é tudo. Agora vou ouvir o Santa Claus is Coming to Town e chorar, agarrada à minha almofada cor-de-rosa, porque tenho saudades do velho gordo de barbas brancas que em tempos já existiu.


E sim: é o Michael Bublé. O que é que tem? É um gajo jeitoso. E canta bem. Pronto, é só. Adeus.