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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tudo indica que tenho 7 anos

Ora viva, maltinha fixe! Tudo bem?

Ah, desculpem! Estão por aí... Não vos tinha visto - mas olá para vocês também. Ora muito bem, pelo que consegui apurar, vocês acharam particular graça (que raios é que se passa convosco, afinal?) ao texto sobre os menores de idade. Pelo menos a maioria diz que sim. Por isso pensei em tratar mais um assunto que vem a propósito desse mesmo tema. Os meus pais são uns seres difíceis de agradar e de compreender - isto não é novidade para ninguém. Mas há dias em que não há quem ature, fogo. Uma coisa que nunca percebi foi isto:

- Bem, vou-me deitar... 
- E já foste à casa-de-banho fazer chichi, Joana?

Espera lá... Acabaram de perguntar a uma adolescente de 17 anos se já foi fazer chichi antes de ir para a cama? Não. Não pode. Devo ser eu que estou meia baralhada. Às tantas enganei-me. No passado dia 5 de outubro devo ter feito não 17 anos, mas sim 7. Deve ser isso. Sim, porque não é normal fazerem este tipo de interrogações retóricas a uma jovem da minha idade, não é? E o pior é que isto não fica por aqui:

- Sim, mãe... Já fui fazer chichi. Até amanhã.
- Já? Mas não ouvi puxar água!

Ok. Agora andam a controlar o som do autoclismo durante as minhas idas à casa-de-banho? Vivo numa casa de anormais, essa é que é essa. Está tudo maluco! Agora até tenho de fazer chichi de porta aberta, queres ver. Só mesmo para as minhas entidades parentais se certificarem que eu fiz o meu chichizinho antes de ir para a caminha.

- Mãe! Deixa-me ir dormir... Depois queixas-te que eu me deito "tarde e mal"! Não admira!
- Vai lá para a cama... Mas espera! Lavaste os dentes?

Parem. Lá. Com. Essa. MERDA.

- Simmmmmm! E agora? Vais-me perguntar se deitei creme nos calos e se lavei as mãos três vezes com água morna?
- Joana, não sejas insolente!

Dafuq is that? Sei lá o que é um "insolente"... É um bolo? Oh! Oh! É um pudim? Não? Um tipo de gelado? Pronto, desisto!

- Ok, mãe. Agora posso ir dormir ou não?
- Mas como é que lavaste os dentes se ainda está lá a pasta que pus à hora de almoço?!

Porra! Uma pessoa envelhece para isto? Só para ganhar cabelos brancos e rugas e tal? É que... pensei que isto me fosse trazer um mínimo de regalias. É que nem posso ir à casa-de-banho descansada, caneco. Enfim, que remédio. Lá vou eu ter de ir lavar os dentes. Outra vez.

- Pronto, mãe. Olha só os meus dentinhos limpinhos e o meu hálito cheiroso...! Agora que já estou em modo Aquafresh, posso ir dormir ou há mais alguma coisa que desejes tratar?
- Posso saber porque é que deixaste a luz da casa-de-banho ligada? Joana! Nós estamos em crise! Já cortaram nos subsídios e continuam a fazer cortes no ordenado...

E blá blá blá. Mesma conversa de sempre. E pronto: lá vou eu, pela milésima vez, ter de voltar à casa-de-banho. Por este andar, vou ter que montar lá tenda. Sim, porque tantas deslocações até lá são um gasto de energia desnecessário. Mais vale mudar-me para lá de vez!

- Até amanhã, mãe.
- Ah, Joana! Espera.
- O QUIÉ?!
- Fecha mais um bocadinho a janela do teu quarto. Senão amanhã acordas a fungar, para não variar.

Eu tenho rinite alérgica (e crónica)! A culpa não é da janela! Mas qual é a cena da minha mãe?!

- Ok, mãe. TCHAU!
- Vá, até amanhã. AH! E vê se não ligas a televisão! Ontem fui à casa-de-banho, e eram 4 da manhã ainda estavas com a televisão ligada!
- Simmmmmm! FUI!

E dito isto, fecho a porta do quarto violentamente, só mesmo para me afirmar. E dar uma conclusão à conversa, claro.

- JOANA! TU VÊ LÁ COMO É QUE FECHAS ESSA MERDA!
- Desculpa, mãe! Foi o vento... Ainda não tinha fechado a janela, como tinhas dito...!

A minha própria piada mata-me. Permita-me que me ria um bocadinho: ahahaha! Pronto, já está bom. E é isto. Depois ainda oiço o habitual resmungar dos meus pais a dizer que "ah, ela de há uns tempos para cá anda com umas coisas..." e "está na idade da parva!" ou "já estou farta das faltas de respeito dela" e ainda "ela não ouve ninguém! pensa que já se manda mas não manda nada!" e afins. Nada a que já não me tenha habituado.

Por hoje é tudo, caros leitores. Peço desculpa pela minha ausência, mas não tenho andado muito por estas bandas. Prometo que vou passar a ser mais assídua, tá?

Beijinhos às crianças.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aviso: nunca façam viagens na trompa

Isto hoje vai ser pequenino, juro!

Ora, como deverão saber, eu vou à escola lá de tempos a tempos (mais do que queria, confesso). E também tenho aulas. E professores. E... cenas. Mas bem, por conseguinte, tenho disciplinas! Tenho Biologia, por exemplo. E sabem o que é que estou a dar em Biologia? A fecundação! Que bonito, não é? Sabiam, por exemplo, que nós - mulheres - já nascemos com uma cena que se chama "oócitos", e que eles têm a mesma idade que nós, os bichos? Ufa! Este conhecimento marcou a minha infância. Eu e os "oócitos" nunca nos demos muito bem. Penso que seja devido ao facto de não conseguir pronunciar o nome deles. Os bichos devem ter-se chateado comigo. É compreensível. Ou então é simplesmente por nunca sairmos juntos. Os amigos têm de se dar uns com os outros. Ir ao café, comer um gelado, ir para a night, etc. E a verdade é que nunca fizemos nenhuma dessas coisas juntos. Mas os "oócitos" também nunca me convidaram! A culpa desta nossa relação não estar a funcionar, não é só minha. Mas adiante, houve um conhecimento em particular que eu achei de imenso interesse!

Como é que eu hei-de vos explicar isto de maneira a que entendam facilmente o que pretendo transmitir? Ah! Já sei. Vou recorrer a tecnologias de ponta e mostrar-vos um video altamente educativo. Cá está ele:


Ups! Não era isto, desculpem. O melhor mesmo será esquecermos os vídeos, por agora. Aquilo de que vos queria falar é de algo que acho de extremo valor! Sabiam que a "viagem" do óvulo pelas trompas de falópio (é tipo uma auto-estrada que vai dar ao parque de estacionamento, que é o útero) dura entre 6 a 7 dias?! Porra, já imaginaram o que era fazer esta viagem com os filhos no banco de trás?

- Ó mãe, já chegámos?
- Não.
- Então e agora, já chegámos?
- Não!
- Mas mãe, estamos quase lá?
- Não filho, ainda faltam 5 dias e 17 horas!
- Mãe, isso é muito? Tenho de contar até quanto? Até 10?
- Ai, raios parta o puto...
- Ó mãe... Estou apertadinho para ir à casa de banho. Já chegámos?
- Aguenta só mais 5 dias. Estamos quase.
- Mas mãe, estou mesmo aflitinho!
- Aguenta um pedacinho!
- Mãe, estamos quase?
- Ó filho, a mãe está a tentar encontrar o pai! Cala-te um pedacinho.
- Mãe, o pai é giro?
- Sim, filho. Tem um flagelo super sexy.
- Mas mãe... Antes de conhecer o pai, posso ir à casa de banho? Vá lá!
- Daqui a pouco já paramos e fazes chichi...
- Mas eu tenho vontade de fazer chichi agora! E não daqui a pouco!
- Ó filho...
- Mas já chegámos, mãe?
- NÃO!
- E agora?
- AINDA NÃO, PORRA!

Pronto, e é isto. Se por acaso você, que me está a ler, é um óvulo, nunca faça esta viagem com os putos no banco de trás. Isto é coisa de tirar o juízo a uma pessoa. Please do not try this at home.

Esta crónica super educativa teve o patrocínio especial de: Professor de Biologia.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Que andas a fazer? Bela merda.

Frustrante! Hoje estou assim: frustrada. E porquê? Porque descobri que os meus pais são paranóicos, vivem na Idade da Pedra e não têm sentido de humor absolutamente nenhum. Quer dizer, isso já eu sabia há muito tempo, é verdade. Mas agora já não tenho dúvida alguma. Onde é que já se viu?! Acredita que levei com um sermão de meia hora (literalmente!) à conta de uma t-shirt? Não está a perceber? Pois, eu também não.

Ora, na minha última publicação, falei-lhe na minha "paixão" ultra-secreta pelo 5 para a meia-noite, certo? Bom, acontece que, há uns tempos atrás, vim a descobrir que estavam à venda umas t-shirts buéda rebeldes com frases bem típicas de alguns sketchs muito conhecidos. Para que compreenda aquilo que vou dizer a seguir, terá que despender de exatamente 3 minutos da sua vida a dar umas boas gargalhadas a ver, possivelmente, uma das coisas mais estúpidas e cómicas de sempre. Veja lá isto:


Ora essa, caro leitor! Não precisa de me agradecer pelos magníficos minutos de vida que acabei de lhe proporcionar. Diga lá que não achou piada, ãn?! Mas bom, o que acontece é que eu queria encomendar uma camisola que dizia "Olha, o que andas a fazer? Bela merda, isso que estás a fazer. Não gosto nada disso." E estava tudo a correr muito bem... Até que a minha mãe apareceu e deu cabo dos planos!

- Joana Catarina! O quê?! Vais encomendar uma camisola que diz "bela merda" nas costas?! Achas que isso é bonito, achas?! Tu estás tonta?!

Boa. Adoro perguntas retóricas - dão sempre menos trabalho a responder.

- Sim, mãe, estou tonta. Como se a palavra "merda" fosse uma coisa de outro mundo... Qual é que é o problema?
- Joana! Tu não vais encomendar essa merda!

Olha olha. Mas que moral que a minha mãezinha tem para falar. Não quer que ande com "palavras feias" na camisola mas, no entanto, anda-me a tratar mal! E depois perguntam-se de onde é que vêm estas ideias. Com maus exemplos assim, não havia volta a dar.

- Vou sim! Achas mesmo que alguém se importa que eu (esta tonta, como tu me chamaste) ande com uma camisola que diz "merda"? Mas olha, se quiseres ponho asteriscos, também há essa opção. E assim fica só "m****".
- NÃO! Cancela-me já essa porcaria! Não vais encomendar t-shirt nenhuma! Sim, como se os asteriscos servissem de alguma coisa. Até parece que as pessoas não iam saber que palavra era essa!
- E não sabiam mesmo. Podia ser "manga", sei lá.
- Vê se queres apanhar! Desliga-me já esse computador! E nem te atrevas a encomendar seja o que for! Senão...!

Ui, lá vamos nós outra vez. Eu sou ameaçada dentro da minha própria casa! Onde é que anda a justiça no meio de tudo isto? Enfim. Que remédio. Mas calma! Eu não me rendi... Já que não quiseram fazer o pagamento por cartão de crédito... Eu encomendei as t-shirts que queria à cobrança! Assim ninguém me chateia.

- Ui, que corajosa que ela é!

Não, não. Enganam-se. Nem me atrevi a comprar a t-shirt com a dita "palavra feia". Encomendei outras ligeiramente mais "decentes", vá. Só que aconteceu algo que ninguém (nem mesmo eu!) estava à espera. Eu - que estúpida que sou - decidi contar a uma criatura (sim, tu, ó Alexandra) esta situação. Observe a conversa que se segue:

- É pá, os meus cotas fizeram alta cena por causa de uma t-shirt que eu queria tipo bués!
- A sério? Eina pá, mas que cena marada! E qual era?
- Aquela daquele puto da street, o Nilton... Do "o que andas a fazer?"
- Ah... Ya. Buéda marado, men.

Ok, se calhar nós não falamos BEM assim. Ainda não chegámos a esse nível. Mas a ideia está lá! E agora adivinhem... Lembram-se daquele acontecimento buéda marcante do dia 5 de outubro? Ai, que mania! Não, não estou a falar da Independência da República. Isso é para meninos. Estou a falar do meu aniversário, como está claro! Bom, acontece que esta criatura alexandrina me decidiu oferecer a dita camisola. Mas quem é que não achou lá muita piada? O meu pai. Isto porque a minha mãe ainda não a viu!

- Tu vais levar isso para a escola?!
- Ya, qual é o problema?
- Qual é o problema?! QUAL É O PROBLEMA?! Joana! Vês alguém a usar camisolas assim na escola? As pessoas até te vão gozar! Vai haver um dia que nem vais querer ir à escola, por causa das "bocas" que vais levar dos teus colegas.

Eu não costumo dizer (ou escrever) isto, mas... LOL! Olha para mim cheia de medo das "bocas" dos colegas. As "bocas" estão para a Joana Camacho como as ovelhas cor-de-rosa estão para o Bin Laden.

- Pai, se fosse para gozarem comigo, dado que conhecem o meu Blogue, já tinham razões mais que suficientes. Não vai ser por causa de uma t-shirt que vou virar palhaço.
- Joana! As coisas não são bem assim! Tu achas que tens sentido humor, mas a maior parte das pessoas não acha piada a essas tuas coisas!

Eu? Com sentido de humor? Em que mundo? No dia em que eu achar isso, o Barack Obama vira branco. As palavras "sentido de humor" e "Joana Camacho" não se conjugam na mesma frase.

- Olha, está bem pai. Então deixa-me viver com o meu suposto sentido de humor e, no dia em que eu tiver vergonha de ir à escola por causa de uma t-shirt, eu chamo-te.
- Não é só isso, Joana! Podem, até, haver professores que não te vão deixar entrar na sala com isso vestido!

O quê?! A sério? QUE FIXE! Fogo, podias ter dito mais cedo. Se soubesse já tinha comprado esta camisola há mais tempo! Chiça. Quem diria que usar esta camisola me daria tais privilégios... Não me ser permitida a entrada na sala de aula? Oh... Olha que chatice que isso é!

- Ok, pai. Tens razão. Eu sou estúpida. Isto foi um erro.

Pronto, eis a minha solução para finalmente ter 5 minutos de paz. Dar razão a quem não a tem. Agora vou ali à sala partir uma jarra e dar um berro e volto já. (...) Ah! Bem melhor, agora. Humanidade que teve pachorra de ler isto até ao fim, digam-me: vão fazer-me alvo de chacota para o resto da minha vida, graças a esta camisola? Se a resposta é SIM, navegue com o cursor até ao canto superior direito do seu ecrã, e clique no botão vermelho com um "X". Se a resposta é NÃO, puxe uma cadeira e sente-se.

Só uma pergunta: o que andas a fazer? A ler isto? Oh... Bela merda. Não gosto nada!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ranho. Ranho everywhere!

Atchim!

Oh! Ora viva, caro leitor. Tem um lenço que me possa emprestar? Aliás... dar. Tenho a certeza que não o vai querer de volta. Não? Que aborrecimento. Bem, parece que vou ter de me contentar com a manga da minha camisola, não é? Vamos lá regressar aos primórdios. Assim seja... 

Ah! Bem melhor agora.

Bom, peço desculpa se não me estiver a ouvir muito bem, mas estou terrivelmente constipada e com a garganta num estado lastimável. E sabe qual é a razão? Bom, eu tenho várias teorias. Lembra-se de lhe ter falado no meu Centro de Saúde e na minha vacina anual da Gripe? Bom... Há fortes probabilidades de ainda não ter lá ido. Esse pode ser um dos problemas. Mas julgo que não! Tenho uma teoria bem mais realista e que acho ser a correta! Eu acho que a causa desta minha enfermidade é aquele documentário que vi no fim-de-semana, que falava nos principais "casos" que chegavam aos hospitais portugueses, nesta altura do ano. Aquela carrada de velhotes a espirrar e a fungar... e a encher as câmaras de germes e bactérias, nunca me enganaram! Estive demasiado tempo a ser submetida àquela horrível tele-transmissão viral. E agora olhe o meu estado...!

Atchim!

Acho bem que alguém tenha dito "santinha!" desse lado, senão vamos ter sérios problemas. Dou-me por feliz com um "saúde!". Se bem que "santinha" é uma versão um bocadinho mais realista das coisas, mas vocês é que sabem, claro. Eu não estou aqui para condicionar as opções de ninguém.

Passemos à frente. Onde é que eu ia? Oh, sim: os malandros dos velhos. Aposto que é por causa deles que estou, agora, neste estado. Malditos sejam! Mas calma... Ainda tenho mais teorias. Quem sabe, os velhos ainda são ilibados... Bom, outra teoria que tenho são: os mosquitos. Muito se tem falado daqueles mosquitos com o nome buéda estranho, cá da Madeira, o qual não irei referir pois, tal como o Lord Voldemort, o nome dele não deve ser pronunciado (ok, eu admito: a verdade é que não faço a mais pequena ideia do nome). Sim, esses sac... amorzinhos também são suspeitos. Os sintomas até apontam para tal: febre alta, dores musculares... Só que há um probleminha. Dizem que a dita doença que os bichos provocam dura, pelo menos, cinco dias. E, pela minha contagem, só passou um, e eu já evidencio claras melhorias, apesar de ainda estar com febre e constipada e o caraças. Se bem que os mosquitos podem ter-me provocado uma espécie de perda de memória e, às tantas, já se passaram mais de cinco dias e eu não sei! Hum... Safados, os bichos.

Mas, seja como for, temos aqui vários arguidos. O meu Centro de Saúde... O raio dos velhos do documentário... Os mosquitos... Ah! E ainda há mais! Ora, não sei se o caro leitor sabe, ou não. Mas a verdade é que sou uma grande fã de um talk-show português que se intitula de 5 para a meia-noite, e que passa tudo menos às 23:55h, diga-se de passagem, na RTP1 (não, não me pagaram para fazer publicidade). E o que é que acontece? Bom, o gajo das sextas-feiras - vulgarmente denominado de Nilton - andou por aí no Facebook, na rádio e na televisão com uma gripe terrível, durante toda a semana. Ou seja: posso ter identificado a minha fonte de contágio. Nilton, ó meu grande estúpido... Se eu te apanho...!

inspira... expira... inspira... expira...

Pronto, já estou mais calma. Mas não há dúvidas! Ele é, também, um possível arguido! Bem, eu ainda tenho mais teorias, mas acho que estas serão as principais. No meio de tudo isto, o que é que interessa saber que apanhei chuva durante o fim-de-semana, quando fui passear aos Prazeres? Ou que andei em calções e t-shirt depois de escurecer, quando já estava frio? Ora, como diria Teresa Guilherme: isso agora não interessa nada! Há que manter-se fiel aos factos. Há coisas que são de relevância e há outras que não são. Estas, claramente, não têm o mínimo interesse.

Vamos lá atualizar a nossa lista de possíveis culpados:
  1. Centro de Saúde da Joana
  2. Velhos ranhosos do documentário da TVI
  3. Mosquitos com o nome esquisito
  4. O estúpido do Nilton
Ufa! Permitam-me que faça aqui uma breve associação Matemática (ando a estudar demasiado... dá nisto!). Qualquer um dos acontecimentos me parece equiprovável. Daí que podemos aplicar aqui a Lei de Laplace. Ora... Eh... Certo... Bem... É melhor ficarmos por aqui, não vá o meu professor de Matemática, por triste casualidade, ler isto, e depois é uma chatice. Mas sim, há igual probabilidade de qualquer um dos arguidos ser, efetivamente, o culpado. Mas eu tenho a técnica perfeita para tirar esta história a limpo! Ora... observem e aprendam. Silêncio, por favor. Preciso de máxima concentração.

Um, do, li, tá, cara de amêndoá, um segredo colorido, quem está livre... Livre está!

SIM! O Tribunal chegou a um consenso. Já temos uma decisão unânime por parte das autoridades - o culpado foi identificado e trata-se de... Sujeito nulo subentendido! O sujeito recusa-se a prestar mais declarações e vai-se embora, tendo ainda a ousadia de se virar para trás e cantar o típico hino de gozo "nha, nha nha nha, nha!". O sujeito nulo subentendido conseguiu levar a dele avante. I SHALL GET MY REVENGE!

NOTA: Reparou na forma subtil como consegui incluir matéria de Matemática e Português nesta minha crónica? Agora diga lá que este Blogue não é extremamente educativo, ãn?

E assim se dá por encerrado este caso com...

Atchim!

... Raios, desculpem! Como eu ia a dizer, dou por encerrado este caso. A próxima vez que o vir será, possivelmente, na Fox Life, num dos episódios daquela série... Cold Case, sabe? Aqueles cromos que pegam em casos que já foram arquivados e tentam averiguá-los de novo, a ver se descobrem o mau da fita. Sim, esses mesmos! Bom, vou deixar este trabalho (de extrema importância) para eles, então. E agora, vou ali ao Pingo Doce reabastecer a minha reserva de lenços. Digam o que disserem... As mangas das camisolas não são a mesma coisa!


E entre ranho e lenços de papel, Joana partiu numa perigosa aventura pelos corredores do supermercado onde para ganhar uma lata de atum... Tem que se perder uma perna primeiro... Um bem haja, caro leitor.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A culpa é do meu Centro de Saúde

Bom dia, meninos e meninas.

Hoje estou sem pachorra para escrever. Coisa rara, eu sei. Penso que isto deve ser um aviso qualquer do meu Centro de Saúde. Ainda no outro dia me ligaram a dizer que "ah, e tal, tem de vir levar a sua vacina anual da Gripe, dado fazer parte dos grupos de risco" - o caraças com os grupos de risco! Sempre me ensinaram que não me devo envolver em grupos. Podem ser más influências e levar-me para os caminhos da droga e das "bubadeiras" precoces (sim, eu sei que está mal escrito - foi propositado!). Vão meter essa agulha num sítio que eu cá sei, pá! Ei, ei! Atenção! Há gente séria a ler isto. O "sítio que eu cá sei" é, naturalmente, no sistema circulatório de outro estúpido qualquer que não eu. Seus mal intencionados. Aposto que pensaram outra coisa qualquer. Ai, esta juventude...

Adiante. Como eu estava a dizer, aposto que isto do "não ter pachorra para escrever" é o meu Centro de Saúde a vingar-se de eu ter desligado o telefone na cara da mulher antipática que me telefonou com o propósito de me espetar com cenas no braço. Pronto, pronto! Já percebi, ok? Eu vou aí para a semana... Agora podem deixar-me escrever em paz. Rua daqui!

Ok, isto foi estúpido. Ignorem.

Espera lá... Se fossem a ignorar todas as coisas estúpidas que por cá encontram, nem podiam pôr os pés neste maravilhoso Blogue (como tanto gosto de lhe chamar!). Ok, então esqueçam lá isto.

Agora passemos a assuntos sérios. Hoje não vou falar em nada em específico. Até o Centro de Saúde deixar de controlar as mentes das pessoas, vou limitar-me a escrever coisas sem assunto específico. Bem, vamos a isto, então! Ora, este meu Blogue tem ganho um número apreciável de leitores, nos últimos tempos. Pelo menos assim dizem as estatísticas. Bem, eu não sei o que raios é que se passa com vocês, mas... O que é que vos passou pela cabeça para decidirem ler esta... cena? Ok, a verdade é que prometi que não ia escrever a palavra "merda" nesta publicação. Raios! I see what you did there... Vá, ignorem lá isso, foi só para explicar a situação, não conta!

Como eu ia a dizer, este Blogue tem ganho uma quantidade apreciável de leitores, nos últimos tempos. Não me perguntem porquê, eu própria não sei. Penso que deve estar relacionado com as novas medidas de austeridade e com o acréscimo dos números de desempregados em Portugal. As pessoas simplesmente não encontram nada de jeito para fazer, por isso contentam-se com esta... coisa! Aliás, vou desenvolver este assunto numa outra "crónica que não é bem crónica", por isso vamos deixar este assunto por aqui, ok?

Muita gente - que me conhece e que descobriu há pouco tempo o meu Blogue - me tem perguntado se "esta sou mesmo eu a escrever" e "porque é que uso tantos palavrões aqui, se na "vida real" falo tão "politicamente bem"". Permitam-me que esclareça a vossa dúvida. Sim, esta sou mesmo eu - Joana Camacho. Juro que sou! Quanto aos "palavrões"... As únicas palavras feias que me podem ver a usar aqui são "merda", "cabrões", e... ah! Sou capaz de invocar o nome de políticos, de quando em vez. Peço imensa desculpa por isso. Por invocar o nome de políticos, claro! Pelo resto não.

Depois, também me têm chegado comentários do género "ah, e tal, porque é que não falas sempre assim, como escreves?". Ó estúpido, se eu fosse a falar assim na minha vida diária, julgavam-me ainda mais anormal do que aquilo que já sou. O meu grau de estupidez já está num patamar elevado o suficiente. Portanto... obrigada, mas não, obrigada. Se já leram a minha apresentação, aqui à direita, sabem que eu sou pessoa de poucas palavras - oralmente falando. E muita gente me pergunta porquê.

- Ah, e tal, tens tanto à vontade a escrever, constróis frases gramaticalmente e estruturalmente fantásticas e dizes tanta coisa com buéda piada... Mas, no que toca a falar, baralhas-te toda, gaguejas, e já para não falar que quase nem abres a boca!

Caros amigos (sinto-me uma versão foleira de Pedro Passos Coelho a falar no Facebook), quantas vezes vos tenho de dizer que sou uma BOA OUVINTE por alguma razão? Enfim, cá está mais um tema para "crónicas que não são bem crónicas" futuras. Agora fico-me por aqui e vou tomar qualquer coisinha, não vá esta patologia do "não me apetece escrever" agravar-se.

- Mas então...? Não tens pachorra de escrever e fazes uma publicação que quase não tinha fim?!

Caro leitor, ide bugiar e deixai-me em paz. Beijinhos às crianças.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cuidado com o que come

Boa noite. Vá, vamos lá despachar esta coisa, que a minha vida não é só isto. E tenho trabalhos de casa para fazer! Oh, que se lixe. De qualquer forma não ia fazê-los, estou a tentar enganar quem? Bom, ainda está aí? Então puxe uma cadeira e sente-se. Há espaço para mais um.

Hoje estou particularmente voltada para os lados da comida. Aliás, estou todos os dias - sou uma javarda assumida. Se há coisa que gosto, é de comida. Mas comida da boa! Nada que envolva coisas verdes e asquerosas, por favor. Mas bem, antes de entrar propriamente no campo da comida, gostaria de começar por deixar aqui uma pergunta. Será que de todas as vezes em que frequento um café ISTO tem de acontecer?

- Ora muito bom dia! Olhe, queria um café, fachavôr.
- Queria? Ah. Então já não quer, não é?

Olhe, e que tal se fosse ver se está a chover, caro amigo? É que não há um único dia em que eu não tenha de levar com estes "chico-espertos" com a mania que sabem muito! Para quando o dia em que se deixam destas merdas, ó criaturas? Vá... vocês conseguem arranjar "piadas" melhores. A humanidade acredita em vocês. E, por favor, não voltem a repetir essa porcaria, sim? Obrigada.

Adiante, agora que eu e os gajos dos cafés estamos entendidos, retomemos a nossa agradável conversa. Ora, onde é que eu ia? Oh, sim! Na comida. Bem, não sei se o caro leitor é frequentador assíduo de restaurantes mas, mesmo que não seja, com certeza já ouviu falar em "pratos do dia" e "especialidades da casa", não é verdade? Pronto. É aqui que a história começa. Mas que porcaria é essa?! Um prato do dia?! Uma especialidade da casa?!

Vou ser muito sincera; de cada vez que vejo aqueles quadros pretos gatafunhados com as palavras: "especialidade da casa - arroz de marisco", a primeira coisa que penso é que aquele restaurante tem um cozinheiro de merda. E porquê, pergunta o caro leitor. Ora, diga-me lá uma coisa: um cozinheiro não tem de - supostamente - saber cozinhar tudo o que aparece no menu do estabelecimento? Então porque é que há uma coisa que ele sabe fazer melhor do que as outras? Isso quer dizer que todos os outros pratos - para além do dito arroz de marisco -, devem ser uma bela porcaria, passo a expressão. Ele está, basicamente, a avisar-nos de que não se responsabiliza se decidirmos escolher outra coisa. O arroz de marisco ele sabe fazer. O resto, já não garante.

- Não leu ali na entrada?! A especialidade aqui é arroz de marisco! Quem é que lhe mandou pedir batatas salteadas? Pois claro que estão cruas! Nós aqui não somos dados a batatas. Aqui é mais... arroz de marisco, já devia saber! Nós avisámos!

Aposto que é isto que dizem aos clientes quando alguém reclama das batatas estarem cruas. Bem, pelo sim, pelo não, desconfiem sempre dos restaurantes que têm uma placa, à porta, a falar em especialidades da casa. Se escolhem outra coisa qualquer, são bem capazes de estar tramados - eu rezo por vocês.

E passando agora aos "pratos do dia"... Como não poderia deixar de ser, eu - Joana Camacho -, tenho uma teoria. Porque carga de água é que há de haver um determinado prato que é mais barato num dado dia?! Pensem comigo. Imaginem que estão lá, na cozinha, e que há ali esparguete que passou de prazo há dois dias, e carne moída que caiu no chão acidentalmente. O que é que fariam? Deitavam a comida para o lixo? Ora, claro que não! Estamos em tempos de crise, hoje em dia não se desperdiça nada. E então, de que é que se lembrariam?

- Ah, já sei! Vamos pegar neste esparguete fora de prazo e nesta carne moída, e fazemos um prato do dia, a um preço do caraças! É só uma questão de tirarmos os cabelos e as porcarias que ficaram na carne, e ninguém dá por nada, é limpinho! E quanto ao esparguete, é só rasparmos o bolor e está como novo.

Sim, lamento traumatizar gerações, mas esta é a dura realidade. Quando virem por aí "pratos do dia", desconfiem sempre. Podem pensar que estão a comer um bifinho de vaca à maneira mas, na realidade, aquilo que têm no prato é ratazana cozida, salteada com cebola grelhada. É só um aviso. Depois não venham cá com conversas de "ah, e tal, nem avisas, ó parva!" - não, não. Que fique registado: eu avisei! Agora cada um sabe de si.

Bem, a conversa vai animada, mas está na minha hora. Vou ali comer qualquer coisinha, que toda esta conversa sobre pratos do dia deu-me fome.

Divirta-se na sua próxima ida ao restaurante! Beijinhos e abraços.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que foi o dia 5 de outubro?

Boa tarde. O que me traz aqui? Boa pergunta. Decidi que hoje seria uma boa oportunidade para vos ensinar um bocadinho de História (a verdade é que não tenho nada de melhor para fazer - não tenho vida própria, confesso). Cultura geral nunca fez mal a ninguém, certo?

Vamos, então, dar início a esta nossa "aula". Hoje que dia é? 3 de outubro? Muito bem. E então, vai trabalhar amanhã? Sim? Oh, que aborrecimento! Então e depois de amanhã? O quê?! Não vai? Então porquê? Seu grande baldas! Ah, não. Afinal sexta é feriado? Então peço desculpa. E não me disse nada antes porquê?

Bem, eu fiz o meu trabalhinho de casa (posso ser meia tonta, e tal, mas sou responsável... tem dias... às vezes... pronto, esqueçam!). O Google diz que sim, e a minha mãe também. Ao que parece, sexta-feira - dia 5 de outubro - é mesmo feriado nacional, quem diria?! Aposto que o caro leitor só sabe que é feriado porque lhe disseram que não tem de ir trabalhar. Verdade ou mentira? Sim, eu também sou da opinião que esse é o aspecto mais importante. Sofro de preguicite aguda (uma patologia gravíssima!), é normal. Mas a verdade é que saber os factos históricos não faz mal a ninguém.

E, no final de contas, temos muito que agradecer ao acontecimento que ocorreu a 5 de outubro. Sim, porque é graças a ele que podemos ficar com o rabo na cama até às duas da tarde, esta sexta-feira. Bem, passemos à teoria. Alguém sabe o que é que aconteceu no dia 5 de outubro? Sim? Levantem a mão se sabem a resposta!

Não vejo nenhuma mão levantada (ufa, afinal até que sou minimamente normal), por isso deduzo que ninguém saiba a resposta. Que incultos, sinceramente! Não admira que o país esteja no estado que está. E depois queixam-se!

«A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.» in Wikipédia.

Ora muito bem, a Wikipédia diz que é isso. Concordam? Sim? ERRADO! Não é nada disso. Ah, pois, e depois dizem que "ah, e tal, nós somos gente culta". O 5 de outubro não foi nada disso! Isso foi só baboseira. Mas o engraçado é que muita gente tem essa ideia errada do dia 5 de outubro. Eu tinha uma professora de História (que era uma besta, se me permitem acrescentar) que teimava que o dia 5 de outubro era feriado por causa disto. Enfim, eu sei que não se pode saber tudo... Mas caneco, julgava-a minimamente inteligente. Afinal parece que não.

Toda a gente sabe que o dia 5 de outubro foi algo muito mais marcante que isso... Querem atirar uma resposta à ganância? Não? Bom, então eu vou dar-vos a resposta a este dilema. O dia 5 de outubro foi um dia muito marcante para os portugueses... Não foi só "mais um dia". Foi O DIA. Sim. Portugueses e portuguesas, imigrantes e emigrantes (não vos sei distinguir, mas isso é um pormenor à parte)... o dia 5 de outubro foi, sim, o dia em que aquela maravilhosa criatura veio à Terra. 5 DE OUTUBRO DE 1995 - nasceu Joana Camacho!

Pronto, agora já estão lembrados? Era fácil, não era? Não sei como é que podem errar em algo tão simples. Dia 5 de outubro só é (aliás: ainda é) feriado porque eu - Joana Camacho - vim ao mundo. Não, não precisam de me agradecer. Foi de livre e espontânea vontade. Aliás, por acaso até não foi parto normal, foi cesariana. Mas juro que eu estava super interessada em vir ao mundo! Só quis aparecer de uma maneira diferente. Parto normal é para fracos. Cesarianas é para pessoas que dão origem a feriados, como eu.

Bom, resta-me dizer que esta foi só uma maneira de vos fazer saber (e não esquecer!) que eu faço anos esta sexta. Aceito ofertas de todos os tipos: chocolates, roupa, sapatos, meias, cuecas (fazem sempre falta), jogos, tecnologia, gomas... Enfim: sejam originais. E agora ide comprar a minha prenda! Vamos, ide!


PS: todo este texto está repleto de uma figura de estilo buéda fixe que é a ironia. Toda a gente sabe que detesto aniversários. Fazem-nos mais velhos, o que é que há para gostar neles?! Ou seja: esqueçam tudo o que leram até agora. Obrigada.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

"Amiga" o caraças!

Ora viva, caríssimo leitor! Outra vez por estas bandas? Mas que rica vida que você tem. Enfim, avancemos, assim sendo.

Tenho levado toda a minha vida a tentar entender o significado de uma amizade. Sim, aquela coisa que é tão complicada de compreender e que, por vezes, nos deixa, até, bastante frustrados. Para mim, um verdadeiro amigo não é aquele que nos diz sempre que tudo o que fazemos está cinco estrelas. Não é, muito menos, aquele que nos dá palmadinhas nas costas e deixa andar. Não: o verdadeiro amigo é aquele que nos chama de “estúpidos” quando fazemos porcaria; é aquele que, quando o chamamos de parvo, nos chama de cabrões. É aquele estupor que, quando vem a nossa casa, não tem problemas em pôr os pés em cima do sofá ou em ir tirar comida ao frigorífico sem pedir autorização; não é aquele que age como se estivesse a conviver com as tias que moram em Cascais e que pede desculpa quanto dá um arroto.

Ainda no outro dia, quando estava a estacionar o carro junto ao Banco (sim, como se eu tivesse um carro), surgiu um indivíduo, o qual eu desconhecia por completo, que me disse: “Ó amiga! Importa-se de chegar o seu carro um bocado mais para trás? É que assim não há maneira de eu tirar o carro daqui, jovem!”; e agora eu pergunto-me: mas eu conheço este caramelo de algum lado, para ele me chamar de amiga?

Faço exatamente esta mesma questão ao caríssimo Passos Coelho. Vejo-o a referir-me (constantemente) à minha pessoa como "cara amiga" lá no Facebook dele. Mas nós somos amigos desde quando, ó estúpido? Só por cima do meu cadáver. Vai mas é beber leitinho.

De facto esta é uma questão que me deixa acordada à noite. Eu até pensava que estava baralhada quanto a esta coisa das amizades... mas depois de ver gente que não conheço de parte alguma a chamar-me de “amiga”, “amiguinha”, “parceira” e “companheira”, começo a sentir-me mal pela população em geral: afinal ainda andam mais à toa que eu – menos mal, o meu ego acaba de crescer em cerca de trinta centímetros.

A diferença entre um amigo e um conhecido é muito simples; um conhecido diz-nos aquilo que queremos ouvir, enquanto que um amigo nos diz aquilo que precisamos de ouvir – aí reside a diferença entre estas “espécies”. Ou seja, se formos a analisar isto metodicamente: são muitos os conhecidos, mas não são assim tantos os amigos; o que me leva a mais uma questão: o que raio são aqueles pedidos de amizade no Facebook?  Pode até ser uma pessoa que passa por nós habitualmente e que nunca se dignou a dirigir-nos a palavra; no entanto, tem a ousadia de nos adicionar como “amigos” no Facebook.

Eu, pessoalmente, acho isto um autêntico ultraje. Então consideras-te meu amigo (a ponto de me identificares como tal no Facebook) e nem me diriges a palavra? Mas que rico amigo que tu me saíste, ó meu grande estúpido; é tal e qual aquelas pessoas que encontramos na rua, e que já não víamos há muito tempo, que nos dizem: “Ah, e tal, depois eu ligo para marcarmos uma jantarada lá em casa!” – mas nunca ligam. 

Pense nisto, caro leitor. E depois diga-me alguma coisa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Deixem-se lá de bananices!

O tema da pontualidade cada vez mais tem vindo a ser debatido: tanto pelos entendidos no assunto, como pelos que não pescam nada de nada da matéria, mas, no entanto, decidem presentear-nos com as suas opiniões e comentários – na maior parte das vezes, estapafúrdios. De acordo com aquilo que nos é ensinado ao longo dos anos, em termos de etiqueta e cortesia, sabe-se que a pontualidade é sempre apontada como uma das mais importantes caraterísticas que devemos ter em conta. Ninguém gosta daquele banana que nos deixa, vezes e vezes sem conta, a apanhar uma grande seca – mas a verdade é que de vez em quando, todos vestimos a pele desse banana (pelo menos falo por mim – sou banana assumida).

Ouço, por aí, muita gente afirmar, com toda a pompa e ainda maior circunstância, que os portugueses são um povo que não é capaz de cumprir horários. Confirma-se. Eu, em tempos, já fui uma pessoa que possuía o dom da denominada “pontualidade britânica”, mas, tal como aquelas pessoas que só por irem de viagem, durante uns diazitos, a França, chegam com aquele sotaque “afrancesado”, também eu, por viver em Portugal, me senti obrigada a seguir os costumes e os hábitos nacionais (não quis, de todo, ser a excomungada de serviço), logo, desenvolvi esta patologia caraterizada, antes de mais, pela capacidade de provocar irritação ao próximo e pela sensação de reconforto do nosso ego: e que, eventualmente, se manifesta pela ausência de noção de tempo, horários e compromisso.

Na boa terminologia de um português: nada é o que parece. Quando marcam alguma coisa com alguém e essa pessoa vos liga a dizer: “Já estou a sair de casa”, tenho imensa pena em informar-vos, mas aguarda-vos, pelo menos, mais uma meia hora de espera. Sim, porque essa pessoa, na melhor das hipóteses, está ainda em pijama, toda babada e a sair da cama.

O português é perito em dar à mais simples frase um significado completamente diferente. O que lhe confere, imediatamente, uma enorme vantagem. Ou seja, quando o português diz simples frases tais como: “já vou a caminho”, “já estou no carro”, “vou agora mesmo a sair de casa”, “não demoro muito”, “daqui a 5 minutos estou aí” e muitas outras (que se prolongariam ao longo de uma imensidão infinita de parágrafos), fazendo a pessoa em questão acreditar na veracidade daquela afirmação, está, subliminarmente, a dizer à pessoa: “Aguenta-te aí um bocado que eu tão depressa não chego”.

Poderia, agora, empreender uma viagem mais profunda e com bastantes mais exemplos práticos pelas artérias da incapacidade, bem portuguesa, de cumprir horários. Mas sabem que mais? Não o vou fazer. E isto porquê? Porque eu, como boa portuguesa que sou (e querendo salvaguardar, mais que tudo, aquilo a que chamamos de tradição), considero não estar atrasada o suficiente para tal, portanto: esperemos.



Bom, agora sim, já me sinto na condição de atraso suficiente, portanto vamos lá!

Há um ditado que diz que “tempo é dinheiro”. Bom, tendo em conta a pontualidade dos portugueses, não admira a crise que assola o nosso país. No meio profissional, a pontualidade é um fator fundamental – nas nossas vidas pessoais também o deveria ser. Eu, pessoalmente, detesto ter que ficar à espera de seja quem for (quero lá saber se é o Papa ou o Presidente da República): leva-me à insanidade! Mas no que toca a pôr outros tristes, desafortunados, à minha espera, aí a conversa já muda de tom. Eu, na minha condição de cidadã portuguesa, gosto de fazer as coisas nas calmas, sem pressas. E isto começou porquê? Exatamente porque me fartei de ter de esperar pelo banana que se atrasa sempre – e tornei-me eu própria na banana atrasada.

Muitos diriam que nós, portugueses, somos muito pouco pontuais. O limite de tolerância é de 15 minutos, mas estes 15 minutos, para um bom português, são só uma brincadeira de crianças: há que ir muito para além disso. Por isso, como é facilmente perceptível, essa gente, que vem agora defender isso, já vem atrasada. O que, no fundo, não é de estranhar: ou não fossemos nós um povo que dá grande importância aos costumes e tradições. Aliás, o mundo em geral está ciente da noção portuguesa de “horas”. A falta de pontualidade por parte dos “tugas” já atingiu tal patamar, que poderia, até, ser considerada Património Cultural.

Para finalizar, queria, agora, deixar uma mensagem às gerações futuras: Inventem relógios de jeito (daqueles que dão pancadaria e tudo quando estamos atrasados – situações extremas requerem medidas extremas!) e deixem-se de bananices, ou então, qualquer dia, em vez de precisarmos de sementes para plantar árvores, vamos usar somente as pessoas vítimas de bananicídeo – dado que estas ganharam raízes, de tanto esperar. Acho muito bem que queiram salvar as árvores – mas tratem, por favor, de salvar os humanos primeiro. 

Um abraço!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ser menor de idade é uma treta

Ora muito bom dia, querido leitor.

Todos sabemos que conviver com os nossos pais – enquanto menores de idade – é algo que, por norma, nunca se revela uma tarefa fácil – pelo menos, conviver com os meus. As pessoas dizem que “ah, e tal, à medida que vais crescendo eles deixam de te chatear tanto e dão-te mais liberdade” – dão liberdade e deixam de chatear, o caraças!

- Joana! O teu quarto está uma bagunça; quero isto arrumado... até ao final da semana!
- Mas... mãe: ainda na semana passada o arrumei!
- Se chamas àquilo arrumar... Vá: ou vais arrumar o quarto, ou ficas sem computador o resto das férias!

Merda. Agora entrámos no campo da chantagem, como já vem a ser hábito – não o fazer seria quase como quebrar uma tradição –, não tenho outro remédio senão aventurar-me pelas inúmeras prateleiras cheias de peluches, livros, e vá-se lá saber mais o quê.

- Joana, deixaste outra vez a porcaria da televisão do teu quarto em stand-by! Quantas vezes é que já te disse que isso é o mesmo que pegares nas notas que tens na tua carteira e limpares o rabo com elas?!

Sempre tinha sentido uma grande admiração pelas comparações que o meu pai tanto gostava de fazer... Por mais irónico que possa parecer, todas envolviam bosta – sim: merda –, o que, vindo do meu pai, já se considera uma patologia crónica – acho que ele, simplesmente, não o consegue evitar. Mas bom, após ter limpado o quarto (de cima a baixo) e ter desligado (decentemente) a televisão – sim, carreguei no botãozinho que diz “on/off” –, decidi, finalmente, ir usufruir do meu, quase sempre adorado – tirando aqueles dias em que decide armar-se em rebelde e desobedecer aos meus pedidos –, computador.

- Joana, já estás aí há horas! Estou farto de te ver em frente a esse computador; vai ver um bocado de televisão, que sempre é melhor.

Ok: começo a ficar confusa. Primeiro: acabei de ligar o computador (ele ainda nem iniciou por completo); segundo: antes queriam que desligasse a televisão porque a tinha deixado em stand-by – agora querem que a vá ligar de novo? Decidam-se! Enfim: decidi não resmungar e cumpri com a vontade do meu pai

- Joana, e se desligasses essa televisão um bocado?! Vai ler qualquer coisinha! Não tens lido nada, desde que começaram as férias.

Caramba! Não dá para ter um minuto de sossego, nesta casa. Muito bem: querem que eu leia, certo? Então ligam-se as legendas do filme, não seja por isso! Assim faço como aqueles detergentes, que tanto são publicitados nos intervalos das novelas – para minha solene irritação –, “dois em um”. Mas, entretanto, recebi uma chamada, de uma amiga, a convidar-me para ir ao cinema.

- Pai, dás-me dinheiro para ir ao cinema?
- Mas ainda no outro dia te dei dinheiro para não sei o quê! Não te dou dinheiro nenhum, vai pedir à tua mãe.

“No outro dia”? Sim, claro. Se por “outro dia” ele se refere a “há dois anos, seis meses e uma semana atrás”, aí – sim –, concordo. Acho incrível esta falta de noção de tempo que os meus pais, e talvez os vossos também – não devo ser a única –, têm; deve ser da idade.

- Mãe, dás-me dinheiro para ir ao cinema?
- Ao cinema? E pediste autorização a quem, para ir ao cinema? Vais com quem? A que horas? Quem é que te vem buscar? E pôr a casa?

Queres ver que vim parar a um interrogatório da Polícia Judiciária e não sei?

- Vou com a Alexandra e com uns amigos... A mãe dela leva-me (e traz-me a casa). E o cinema é às 22.40h. Mas dás-me dinheiro ou não?
- Mas espera lá: que “amigos” são esses?! Eu conheço? E porque é que vão ao cinema tão tarde? Porque é que não foram durante o dia? Estiveste em casa sem fazer nada, que eu saiba.

Caneco, assim não vamos a lado nenhum. Para as pessoas que, neste momento, estão a pensar que eu sou uma criança de dez anos de idade, eu esclareço-vos – tenho dezasseis (sim, leram bem: dezasseis).

- Não fomos à tarde porque não nos lembrámos disto mais cedo, mãe! Mas posso ir ou não?
- Mas não me respondeste à pergunta! Quem é que são esses “amigos”, afinal?!

Olha que coincidência... Não lhe respondi à pergunta – nem ela me respondeu à minha! Enfim: nestas ocasiões, geralmente, dou-me por vencida e vou para o quarto amuar – e foi exatamente o que fiz.

- Joana, anda para a mesa: o jantar está pronto!
- Não tenho fome!
- Joana! Ouviste o que eu disse?! Anda para a mesa!
- Não tenho fome!
- Vou ter que ir aí acima?!

Ups. Depois desta frase, por norma, segue-se sempre um beliscão, um par de estalos, uma palmada no rabo, ou então algo mais original – se a minha mãe estiver num dia de maior criatividade. Merda: vou ter que ceder (não é cobardia – só não me apetece ser agredida... deixo isso para outro dia, hoje não).

- Achas que já tens idade para te mandar... mas não tens! Para a próxima que me contestares, apanhas!

Apanho o quê? Mas caiu alguma coisa? Bom, acho que nem vale a pena dizer – esta parte foi só para ficar bem no meu intelecto –, na realidade, a única coisa que fiz foi baixar a cabeça, inclinar-me na direção oposta a onde estava posicionada a minha mãe – para evitar levar uma galheta antes do tempo – e embrenhar-me na contemplação do meu prato de sopa.

Enfim, esta minha vida de menor de idade é tudo menos fácil. Daí que não entendo quando nos dizem que estes são os melhores anos da nossa vida... Quem inventou esta frase com certeza não tinha os meus pais. E assim, caríssimo leitor, termino esta história (que só vos fez perder minutos – ou até horas, dependendo da vossa velocidade de leitura – de vida; os meus pêsames). Tenho só um último pedido a fazer: conhece alguma entidade que permita mudar a idade em que somos considerados “maiores de idade”? Trate lá disso, se faz favor. E depois mande-me um SMS a avisar, já agora. Grata pelo tempo disponibilizado.

Forte abraço.

sábado, 1 de setembro de 2012

Juro que não sou uma balança


Por aqui novamente? Que coincidência, estava mesmo agora a pensar em si... (diga-me só o seu nome, novamente, por favor). Bom: durante a tarde de hoje debati-me com mais umas quantas dúvidas existenciais; será que eu sou mesmo eu, ou sou só bocados de sei lá o quê? Não fez sentido? Ok: então acompanhem lá a minha reflexão.

Sempre – desde que me conheço – insistiram em comparar-me a alguma coisa ou em encontrar parecenças a seja lá o que for; desde cedo fui vítima do uso excessivo desta figura de estilo: a comparação: “Ah, e tal, tem a boquinha da mãe, mas o nariz é do pai! E olha para aqueles olhinhos... tal e qual os da avó.”

Se for preciso, até encontram parecenças com o vizinho do 3º esquerdo (o que me parece um pouco descabido; a não ser – claro – que tenha decorrido qualquer anormalidade ou envolvimento suspeito entre a minha mãe e o vizinho do 3º esquerdo... mas não me parece que tenha sido esse o caso, até porque o indivíduo em questão é uma besta).

E, como se já não bastasse eu – Joana Camacho – não ser eu: mas sim bocados isolados de outras pessoas, ainda tenho de levar com uma merda qualquer a que apelidaram de “signo”.

Eu, tendo nascido a 5 de outubro – que, graças a umas alminhas penadas, deixou de ser feriado –, sou, supostamente, Balança. Mas que merda é esta?! As únicas balanças que conheço são aquelas que medem a massa e cujas unidades são o quilograma, o grama, o miligrama e por aí adiante; e agora vêm-me dizer que há por aí uma entidade qualquer, com o mesmo nome, que (vá-se lá saber como) sabe tudo acerca da minha personalidade?

Ora vejamos, segundo o meu signo, eu, sendo Balança, sou uma pessoa tolerante, que sabe partilhar, devota, e receptiva às ideias dos outros; não me dou bem com Carneiros (não com o animal em si, mas sim com pessoas nativas deste signo) e sou definida como sendo uma pessoa indecisa, que hesita muito; sou refinada, cooperativa, sociável e artística. E isto continua ao longo de uma imensidão de parágrafos; nem vale a pena discutir se estas caraterísticas estão ou não em conformidade com aquilo que, efetivamente, sou (nem eu própria o sei; pelos vistos, as pessoas que dedicam os seus tempos livres a escrever isto, sabem mais sobre mim do que eu própria).

Tudo bem: há muita coisa que, de facto, coincide com a realidade; mas, como é natural, ao irem lançando tantas caraterísticas, em alguma tinham de acertar (quantas mais vezes apostamos – com números e séries diferentes – no EuroMilhões, mais hipóteses temos de acertar; o mesmo acontece neste caso).

Até me custa a crer que há gente que acredita nisto; não acham minimamente estranho que todas as pessoas nascidas entre 23 de setembro e 22 de outubro apresentem exatamente as mesmas personalidades e caraterísticas?

Mas bom, deixando de parte este assunto, eis onde pretendo chegar: eu não quero que me conheçam pela pessoa que é Balança, logo, que se comporta como tal; muito menos quero que me conheçam pela “filha do tal” ou pela “irmã da não-sei-das-quantas”; eu quero ser conhecida pela JOANA CAMACHO, pela pessoa que sou, e não pela pessoa que pensam, querem ou acham que sou. Vão ao oftalmologista, comprem óculos, façam o que quiserem; mas – perdoem-me a expressão – deixem-se de merdas e olhem para uma pessoa com olhos de ver e não com olhos de pessoa que se conforma com aquela figura de estilo ridícula que é a comparação.

Ora muito bom dia e passe bem.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Os bebés podem e eu não?!


Ora viva, caríssimo leitor! Folgo em vê-lo por estas bandas; o que é que anda a fazer por aqui – a passear? Faz bem; se bem que este não é o sítio mais adequado para o fazer – se eu fosse a si, fugia enquanto era tempo (depois não diga que eu não o avisei).

Bom: o tema sobre o qual me vou debater hoje envolve bebés e chichi, maioritariamente – se quiser sair daqui, ainda vai a tempo: estou a dar-lhe essa oportunidade.

Ainda aqui está? Bom, já que decidiu não arredar pé, vamos a isto.

Eu – este ser humano com dúvidas existenciais permanentes – não entendo o que é que eles (os bebés) têm que eu não tenho; é por serem fofinhos e gordinhos? E agora o simpático leitor pergunta: “ora essa, então porquê essa questão?”; e eu, claro está, explico (nunca perco uma boa oportunidade de instruir alguém sobre os meus pontos de vista – por norma: eles são de qualidade).

Ainda no outro dia (à noite) estava no meu quarto, quando surge uma súbita vontade de fazer chichi (eu até utilizava o termo “urinar”, mas estamos entre família, não há necessidade para a utilização de termos demasiado técnicos – não se arme em fino); ora, acontece que estava a dar um filme interessantíssimo na televisão; não me apetecia nada perder cinco ou seis minutos numa deslocação desnecessária à casa-de-banho – também conhecida como “retrete”, para alguns – (que desperdício de tempo). Mas que remédio tinha eu?

Fazer chichi na cama não é considerado algo aceitável; quer dizer... pelo menos para mim – já os bebés têm regalias que eu não tenho! E, agora, eu torno a pôr a seguinte questão: o que é que eles têm que eu não tenho?!

O bebé pode babar-se, pode fazer chichi onde lhe apetecer, pode bater em quem quiser (aliás: até há quem considere este ato um motivo para uma boa risada – já se fosse eu a bater na minha mãe, levava uma galheta em três tempos), pode estragar os brinquedos que lhe dão, roer as coisas, fazer gritarias... Pode fazer tudo: e é tratado como um rei!

Ora: onde é que está a democracia no meio de tudo isto?! E ainda dizem que vivemos num país democrático; eu exijo igualdade de direitos!

Se quiserem, eu posso engordar, passar a usar fralda, chupeta e babeiro; mas deixem-me usufruir do direito de me babar, de fazer chichi na cama, de bater em quem quero e bem me apetece e de estragar a mobília quando assim o entender. Grata pelos minutos de vida que perdeu a ler isto; continuação de um resto de bom dia.

Que raios fazem vocês aqui?

Ora muito bom dia, boa tarde ou até mesmo boa noite (consoante a hora em que se deu o momento de insanidade que o fez começar a ler isto). O motivo deste agregado de palavras que aqui encontra é, justamente, explicar ao caríssimo leitor de que se trata este meu... coiso (acho que não o posso designar de Blogue - seria injusto para quem possui Blogues a sério).

O que aqui vão encontrar é algo a que - para me sentir bem comigo própria - gosto de denominar de "crónicas". E que tipo de crónicas serão estas? Crónicas estúpidas: não leiam.

E quais as temáticas destas crónicas estúpidas, pergunta o atento leitor; eu mesma gostava de saber, mas - ao que parece - vai mesmo ter de esperar para ver. Ainda aqui está? Mas não tem mais nada que faça da vida, caro leitor? Enfim: desfrute ao máximo do tempo que passar entre estes meus conjuntos de letras, palavras, frases e parágrafos. Não me responsabilizo por danos colaterais que a leitura destes textos possa causar; desejo-lhe, antes de mais, boa sorte e muita saúde.